Conforme informações de um livro recém-publicado, mas que já foi impedido de ser comercializado, tanto nas livrarias físicas, quanto virtuais, por determinações judiciais dos dois países, EUA e Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin possuem conexões secretas e ambos estariam cooperando mutuamente em um projeto para reverter os problemas causados pelos europeus e chineses, ao menos nesses últimos 20 anos, relacionados às ideologias propagadas...
Geralmente as pessoas são atraídas pelas manchetes e pelos argumentos iniciais — e é isso mesmo que importa!
Porém, o que isto realmente significa? Seria muito interessante aos usuários de internet, que ainda teimam em verificar notícias nos diversos portais de notícias, verem por trás das manchetes os números reais de pessoas que se interessam pelo mesmo “fato”, mas só leem a matéria se o enunciado for agradável àquilo que já acreditam ser a verdade. Ou seja, enquanto um portal de notícias veicula informações sobre um caso, trazendo aspectos “positivos”, outro veículo midiático também aborda a mesma questão, porém, apresentando somente a sua face mais “negativa”.
Isto não quer dizer nada, pois as coisas são assim mesmo, com lados bons e ruins — poderiam pensar, que é para continuarem experienciando os enganos frequentes de suas vidas, baseadas naquilo que os outros dizem, ao invés do que elas realmente são. O que é “positivo” ou “negativo” em uma matéria só tem a ver com a narrativa empregada, inclusive observando para quem ela será dirigida e qual o propósito. Uma batida de carro, por exemplo, pode informar, tão somente, mas pode ser uma ótima oportunidade para movimentar o mercado de seguros veicular. Neste sentido, o “fato” passa a comunicar coisas diferentes. Enquanto que, para a primeira possibilidade, o “fato” é descrito sem segundas intenções, “nesta tarde, um carro de passeio colidiu em um poste, mas ninguém se feriu; apenas danos materiais”, para a segunda possibilidade, este mesmo “fato” já precisa apresentar outros detalhes, mesmo que minimamente, “nesta tarde, um Fiat Tipo colidiu em um poste e, embora ninguém tenha ficado ferido, os danos materiais foram graves”, criando um gancho de preocupação para além do “fato” em si — um detalhe, mas que muda tudo.
Por qual motivo fazem isso? Simples: estratégia de negócio. Se os acionistas e anunciantes desejam prosperar com notícias, precisam canalizá-las aos próprios interesses, não é isso? Então, se a questão é relacionar todo acidente de trânsito à seguradoras de veículos por causa de um grande acionista ou patrocinador, evidentemente que as manchetes e os argumentos iniciais das matérias procurarão cuidar para que os leitores, mesmo que não conscientemente, entendam a importância de fazerem seguros para os seus carros, motos etc. Imagine isto agora, diante da atual velocidade da internet e a capacidade de inteligências artificiais trabalharem com buscas e filtragens, acontecendo não sobre interesses de seguradoras de veículos, casas ou qualquer outro objeto, mas para potencializar interesses políticos, econômicos ou mesmo ideológicos. Quantas notícias não são literalmente forjadas, incluindo todo seu conteúdo, para transmitir não os “fatos”, mas o que querem que entendam sobre o que está por trás dos “fatos”?
Mas vamos por partes.
Primeira parte é tornar claro uma coisa: os portais de notícias, assim como emissoras de televisão, possuem empregados, tenham altos ordenados ou baixos, desde os editores e alguns jornalistas ou pessoal para cuidar da limpeza dos escritórios. São empresas, para todo efeito, que querem lucrar, sendo este o motivo de empregar o trabalho dessas pessoas. Se isto ficou entendido, ou seja, de que os portais de notícias não são instituições sem fins lucrativos, podemos passar para a próxima parte: como elas lucram.
Os lucros de um portal de notícias não são obtidos de um único tipo fonte, como anunciantes. Aliás, às vezes nem anunciantes possuem! Então, tentar dizer exatamente como lucram pode ser apenas um caminho para equívocos. Ao invés disso, melhor pensar como esses veículos parecem manter, por exemplo, uma linha de comunicação enviesada, ou seja, politicamente estruturada para apoiar um tipo específico de governo ou resguardar certos interesses econômicos, com matérias constantes, geralmente relacionando posições políticas aos aumentos ou quedas do valor da moeda de um país. Se observarmos as coisas dessa maneira, não seria nada difícil supor que, atrelado a cada um desses portais de notícias, existem interesses que estão por trás das manchetes, dos argumentos iniciais, ou até mesmo dos próprios editores e jornalistas. Por exemplo, o que esperar a respeito de notícias sobre criminalidade veiculadas por uma mídia que mantém no seu quadro de funcionários jornalistas que são ou foram criminosos? E a questão não é nem essa, mas esta daqui: por quais motivos estão trabalhando lá? Ou por quais motivos foram empregados por ela? Tudo isso e muito mais se relaciona com a questão do lucro de um portal de notícias.
Então, por enquanto, sabendo que um portal de notícias é uma empresa, parece que definir quais seriam suas fontes de lucratividade não é tão simples assim, fazendo estes questionamentos empararem. Afinal de contas, se dizemos que um portal de notícias é uma empresa, mas não conseguimos afirmar de ondem vêm os seus lucros, diferentemente de um mercadinho, que em geral lucra com uma porcentagem aplicada sobre os valores dos produtos que vende, descontando-se evidentemente os valores de tributos e demais gatos, certamente o assunto se encerra, pois passaríamos a falar bobagem.
Só que a questão nunca foi sobre como um portal de notícias lucra; sempre foi sobre o que é lucro para um portal de notícias.

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